Amado por uns, odiado por outros, o terno é um dos trajes que mais se relacionam com a subjetividade masculina.
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| Dolce & Gabbana - Primavera/Verão 2011 |
Ele já foi a vestimenta oficial do sexo masculino. Todos, invariavelmente, usavam este conjunto no dia-a-dia, tanto para o trabalho, como para o lazer. Até os anos cinqüenta do século passado, alguns lugares como cinemas, restaurantes e boates chegavam a proibir a entrada de homens sem terno. Essa realidade mudou e a informalidade chegou, junto com a quebra da uniformização do visual masculino. Hoje, vemos homens de camiseta regata e bermudão andando normalmente pela rua, coisa impossível de se ver naqueles anos.
No entanto, isso tudo não quer dizer que o terno foi esquecido, muito pelo contrário, ele se fortaleceu. Isso porque nos tempos em que era usado por todos, com pequenas variações (material e cor), não tinha a característica de diferenciador pessoal e social, apenas distinguia homens de mulheres.
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| Giorgio Armani - Primavera/verão 2011 |
Ele se tornou sinônimo não apenas de masculinidade (as mulheres já aderiram a ele), mas de formalidade, distinção e poder para aqueles que o veste. De maneira geral, seus adeptos escolhem carreiras de: advogado, político e executivo. Ou chegaram a alcançar uma posição de importância dentro de uma instituição pública ou privada. Na maioria dos casos, são aqueles que possuem alto nível social e de escolaridade, e ocupam lugares considerados importantes dentro da nossa sociedade.
Podemos concluir então que os homens que elegem o terno como seu principal traje são mais formais (pelo menos em suas profissões), desejam impor respeito através da sua aparência e demonstram possuir status dentro da sociedade, sem esquecer da elegância, é claro! Tudo isso, inclusive, fonte de sedução para o sexo oposto.
É bom deixar registrado que, esta fascinação pelo significado que tal traje possui não atinge todo o universo masculino. Existem muitos homens que vestem um terno apenas na ocasião do próprio casamento, pois não conseguem se sentir à vontade em uma roupa que lhes prendem os movimentos, aperta o pescoço, é quente e possui todo um simbolismo por trás. Para muitos, o seu uso é uma prisão física e ou psicológica e ou social!
Podemos concluir dizendo que, se não fosse toda a sua carga simbólica para o mundo ocidental (nem toda ela citada neste texto), e subjetiva para o homem, no Brasil não haveria sentido a adoção do terno como traje de trabalho, já que o clima em algumas regiões não permite tal uso. Mas, o seu poder imagético e simbólico é tão forte no inconsciente coletivo da nossa sociedade, que alguns brasileiros se submetem a esta tortura sem sentir nenhuma “dor”!
Para os que desejam quebrar tais paradigmas, as grandes marcas internacionais apresentam algumas alternativas mais despojadas e, por vezes, divertidas. Será que os nossos homens irão se arriscar?
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| Ermenegildo Zegna - Primavera/Verão 2011 |
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| Ermenegildo Zegna - Primavera/Verão 2011 |



